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Cloud One

Fundamentos de nuvem, com AWS, Google Cloud, Azure e DigitalOcean

Computação em nuvem do zero, dentro de uma empresa de cinco pessoas em Campina Grande que faz o aplicativo do Maior São João do Mundo: um rack alugado com dois servidores de 2016 que caiu às 20h14 da noite de abertura de 2026, quatro horas e dezessete minutos fora do ar com sessenta mil pessoas tentando abrir a programação, e um contrato novo que exige aguentar cento e cinquenta mil. Primeiro os fundamentos — regiões, máquinas virtuais, redes, armazenamento, bancos gerenciados, identidade, infraestrutura como código, observabilidade e custos —, depois o mesmo sistema posto no ar, de verdade, em quatro nuvens: AWS, Google Cloud, Azure e DigitalOcean.

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Atenção: o idioma desta edição é português.

45capítulos
10partes
1projeto do início ao fim
Capa de Cloud One: Fundamentos de nuvem, com AWS, Google Cloud, Azure e DigitalOcean, de Thiago Nogueira Edição Brasil
AWSGoogle CloudAzureDigitalOceanTerraformIAMVPC
código do livro

Menos teoria vazia.
Mais código que funciona.

Nada de exemplo solto com foo e bar. Todo trecho pertence ao mesmo projeto, que cresce capítulo a capítulo — e os erros aparecem como aparecem na sua tela, para serem lidos linha por linha.

main.tf
resource "google_cloud_run_v2_service" "api" {  name     = "arraia-api"  location = "southamerica-east1"}
terminal
gcloud run services describe arraia-api --region=southamerica-east1 --format='value(status.url)'https://arraia-api-xxxx-rj.a.run.app
o projeto

Um sistema só, do primeiro arquivo ao deploy

README.md

O aplicativo do São João, de um rack que caiu a uma nuvem que escala.

Fundamentos de nuvem, com AWS, Google Cloud, Azure e DigitalOcean.

  • Um projeto só: o aplicativo do São João, de um rack que caiu a uma nuvem que escala
  • Fundamentos que valem em qualquer nuvem: regiões, rede, dados, identidade, custos
  • Infraestrutura como código, observabilidade e alta disponibilidade sem mistério
  • O mesmo sistema no ar em AWS, Google Cloud, Azure e DigitalOcean, com a conta de cada um
  • Migração, teste de carga e a noite de abertura, com cento e cinquenta mil pessoas
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sumário

45 capítulos em 10 partes

Abra uma parte para ver os capítulos — e a frase que abre cada um.

parte 01 O rack que não aguentouDois servidores de 2016 num rack alugado, a noite em que sessenta mil pessoas abriram o aplicativo ao mesmo tempo, e a ideia de alugar computadores por minuto em vez de comprá-los. 4 cap.
  1. 01
    O rack que não aguentouDois servidores Dell de 2016, um link de 300 megabits, um gráfico que subiu em linha reta às oito da noite — e a conta que explica por que comprar mais máquina não resolveria.
  2. 02
    O que é nuvemCinco características que separam uma nuvem de um datacenter com site bonito, quatro jeitos de alugar um computador — do mais parecido com um servidor ao que nem parece um — e a linha que divide o que é do provedor e o que é seu.
  3. 03
    Regiões e zonasUm prédio em Osasco, outro em Barueri, um terceiro em Vinhedo, e a razão pela qual a nuvem não cai por completo quando um deles fica sem energia — mais a conta de quanto tempo um pedido leva de Campina Grande até São Paulo e de volta.
  4. 04
    Quanto custaUma fatura que se lê como a conta de luz de um hotel todo, as quatro coisas pelas quais toda nuvem cobra, os três jeitos de pagar menos pela mesma máquina — e o alerta de gastos que vem antes de tudo.
parte 02 ComputaçãoMáquinas virtuais, discos, imagens, escala automática, containers, Kubernetes e funções — as formas de rodar código na nuvem, da que mais se parece com um servidor à que menos se parece. 6 cap.
  1. 05
    Máquinas virtuaisUm computador que existe em quarenta segundos, um cardápio de tamanhos com nomes como e2-medium e t3.small, um script que roda sozinho no primeiro boot — e a diferença entre desligar uma máquina e apagá-la, que custou à Tainá uma tarde de trabalho.
  2. 06
    Discos e imagensUm disco que sobrevive à máquina, uma fotografia dele tirada toda madrugada, uma imagem com tudo instalado que transforma quatro minutos de boot em quarenta segundos — e a pasta de fotos que não podia morar num disco só.
  3. 07
    EscalarUma máquina maior ou mais máquinas iguais, um grupo que cria e apaga servidores sozinho conforme o processador esquenta, um agendamento para as sextas-feiras de junho — e o banco de dados, que não se multiplica do mesmo jeito.
  4. 08
    Containers na nuvemA mesma imagem que roda no notebook da Tainá rodando em São Paulo sem nenhuma máquina virtual à vista, um registry privado para guardá-la, e um serviço que cria cópias do container quando os pedidos chegam e volta a zero quando eles vão embora.
  5. 09
    Kubernetes em uma tardeO orquestrador que metade das vagas de emprego pede, cinco palavras que explicam noventa por cento dele, um arquivo YAML que descreve três cópias da API — e a pergunta honesta: uma empresa de cinco pessoas precisa disso?
  6. 10
    Funções serverlessUm pedaço de código que só existe quando uma foto chega, cobrado por milissegundo, que gera as miniaturas das barracas sem nenhum servidor ligado — e o dia em que uma função chamou a si mesma em loop.
parte 03 RedeRedes virtuais, sub-redes públicas e privadas, firewalls, balanceadores, DNS e CDN: por onde o tráfego entra, por onde sai e onde ele é barrado. 6 cap.
  1. 11
    Redes virtuaisUma rede toda que não tem um cabo sequer, um número como 10.20.0.0/16 que diz quantos endereços cabem nela, e a decisão que separa o que a internet pode ver do que ela nunca deveria alcançar.
  2. 12
    Entrar e sairUma tabela de rotas de três linhas que decide se uma sub-rede é pública, uma porta de saída para quem não pode ser encontrado, e uma conta de NAT que fez a Lara perguntar por que um serviço que ninguém usava custava cem reais por mês.
  3. 13
    Firewalls da nuvemRegras que deixam o balanceador falar com a API, a API falar com o banco, e mais ninguém falar com ninguém — escritas não com endereços, mas com nomes de grupos, para continuarem certas quando as máquinas mudarem de endereço.
  4. 14
    Balanceadores de cargaUm endereço só na frente de quarenta máquinas, que escolhe para qual delas mandar cada pedido, tira da roda a que adoeceu, cuida do certificado HTTPS — e manda o caminho /api para um lado e o resto para outro.
  5. 15
    DNS e CDNO nome arraia.app apontando para o balanceador em São Paulo, e uma rede de cópias espalhadas pelo Nordeste que entrega a foto da quadrilha campeã a partir de Fortaleza — sem que o pedido chegue sequer a São Paulo.
  6. 16
    Conectar redesA rede de produção falando com a de testes sem passar pela internet, um túnel criptografado até o datacenter da prefeitura, e a pergunta que a Rosália trouxe por escrito: os relatórios de vendas podem ir por um caminho privado?
parte 04 DadosArmazenamento de objetos, bancos gerenciados, cache e filas, e as duas siglas que dizem quanto se pode perder e quanto tempo se pode ficar fora. 4 cap.
  1. 17
    Armazenamento de objetosUm lugar sem pastas de verdade, sem limite de tamanho, que guarda cada arquivo em três prédios ao mesmo tempo e cobra centavos por gigabyte — e uma caixa de seleção, 'acesso público', que já expôs dados de milhões de pessoas no mundo.
  2. 18
    Bancos gerenciadosO PostgreSQL que travou às 20h14, entregue a quem cuida de bancos o dia todo: backups toda madrugada, uma cópia pronta em outra zona que assume em sessenta segundos, réplicas para as leituras — e as coisas que, mesmo assim, continuam sendo da Arraiá.
  3. 19
    Cache, filas e NoSQLUma memória rápida na frente do banco que responde a programação dez mil vezes sem incomodá-lo, uma fila que segura os pedidos das barracas quando a cozinha não dá conta, e os bancos que não falam SQL — e quando eles valem a troca.
  4. 20
    Backup e recuperaçãoDuas siglas que transformam 'precisamos de backup' em números que se cobram — quanto se pode perder, quanto tempo se pode ficar fora —, quatro estratégias com quatro preços, e a cópia que precisa sobreviver até a um invasor com a senha de administrador.
parte 05 Segurança e operaçãoQuem pode o quê, onde ficam os segredos, infraestrutura descrita em código, o que medir, o que pode falhar, quanto custa — e o que é responsabilidade de quem. 7 cap.
  1. 21
    Identidade e acessoO usuário que pode tudo e não deve ser usado para nada, políticas que dizem quem pode fazer o quê em qual recurso, máquinas que provam quem são sem guardar senha nenhuma — e a chave de acesso que passou onze minutos num repositório público.
  2. 22
    Segredos e criptografiaA senha do banco que morava num arquivo .env desde 2019, um cofre que a entrega só a quem pode lê-la e registra cada leitura, e as chaves que embaralham cada byte guardado na nuvem — algumas do provedor, algumas da Arraiá.
  3. 23
    Infraestrutura como códigoQuarenta cliques no console que ninguém consegue repetir, trocados por um arquivo que descreve a rede, o banco e o serviço — e um comando que mostra, antes de fazer, exatamente o que vai mudar.
  4. 24
    ObservabilidadeMétricas que dizem que algo está errado, logs que dizem o quê, rastros que dizem onde — um alarme que acorda alguém antes de o Parque do Povo perceber, e o registro de quem fez o quê na conta toda.
  5. 25
    Alta disponibilidadeO que quer dizer 99,9% numa noite de São João, a conta que mostra por que três peças de 99,9% dão menos que 99,9%, o que o provedor promete e o que ele devolve quando falha — e o sistema desenhado para perder uma zona toda sem ninguém perceber.
  6. 26
    Custos sob controleA fatura de fevereiro da conta de estudos aberta linha por linha, etiquetas que dizem de quem é cada centavo, máquinas grandes demais para o que fazem, e o hábito mensal que a Lara chamou de 'conferir a conta de luz do hotel'.
  7. 27
    Responsabilidade e LGPDO nome, o CPF e o celular de cada comprador de camarote, uma lei que diz o que se pode fazer com eles, um provedor que é 'operador' e uma empresa de cinco pessoas que é 'controladora' — e a lista que a Rosália precisava assinar antes do primeiro piloto.
parte 06 AWSA maior das nuvens, a mais antiga e a de mais serviços: conta, regiões, IAM, EC2, S3, RDS, e o piloto do Arraiá em São Paulo. 4 cap.
  1. 28
    Conhecendo a AWSA nuvem mais antiga, com mais de duzentos serviços e um nome de três letras para cada um, uma conta que começa com uma pessoa só podendo tudo — e as primeiras duas horas, gastas em fechar portas antes de abrir qualquer coisa.
  2. 29
    EC2, EBS e VPCA rede do Arraiá montada peça por peça na AWS — sub-redes por zona, gateway, rotas, grupos de segurança —, uma máquina criada a partir de um número de imagem que muda toda semana, e a entrada nela sem chave SSH e sem porta 22.
  3. 30
    S3, RDS e companhiaO primeiro serviço da nuvem e ainda o mais usado, um PostgreSQL com reserva em outra zona criado num comando de doze linhas, o Redis, a fila, os segredos — e o CloudWatch olhando para tudo.
  4. 31
    O piloto na AWSO Arraiá completo em São Paulo — ECS com Fargate atrás de um ALB, RDS, ElastiCache, S3 e CloudFront —, descrito em Terraform, posto à prova com dez mil usuários simulados e, no fim da semana, a primeira linha da planilha de comparação.
parte 07 Google CloudProjetos, Compute Engine, Cloud Storage, Cloud Run e Cloud SQL — e o piloto que escalou de zero a trinta instâncias sozinho. 3 cap.
  1. 32
    Conhecendo o Google CloudUma nuvem organizada em projetos, papéis com nomes que dizem o que fazem, APIs que precisam ser ligadas antes de usar, e uma rede virtual que atravessa o planeta sem pedir licença a ninguém.
  2. 33
    Compute Engine, VPC e Cloud StorageUma rede com duas sub-redes que já cobrem as três zonas, regras de firewall escolhidas por rótulo, uma máquina que entra sem endereço público pelo túnel do IAP — e um bucket com as fotos, servido pelo balanceador global com a CDN ligada.
  3. 34
    O piloto no Google CloudA API do Arraiá no Cloud Run, falando com o Cloud SQL por endereço privado, atrás do balanceador global com a CDN — de uma cópia a sessenta e quatro sozinha, em quatro minutos de teste de carga, e a segunda linha da planilha.
parte 08 AzureTenants, assinaturas, grupos de recursos, VMs, contas de armazenamento e Container Apps — a nuvem da Microsoft, que a prefeitura já usava sem saber. 3 cap.
  1. 35
    Conhecendo o AzureA nuvem que a prefeitura já usava sem saber, um diretório de identidades que vem antes de tudo, assinaturas, grupos de recursos que nascem e morrem juntos — e a tarde em que a Tainá descobriu que um papel no Entra ID e um papel no Azure não são a mesma coisa.
  2. 36
    VMs, VNets e StorageUma rede com grupos de segurança presos às sub-redes, uma máquina que entra com o login da empresa em vez de chave SSH, e uma conta de armazenamento com nome de vinte e quatro letras minúsculas, seis jeitos de replicar os dados e uma chave mestra que é melhor desligar.
  3. 37
    O piloto no AzureA API no Azure Container Apps, o PostgreSQL com reserva em outra zona e pool de conexões embutido, o Front Door servindo o Nordeste a partir da borda — e uma planilha que começava a ficar difícil de decidir.
parte 09 DigitalOceanDroplets, Spaces, bancos gerenciados e App Platform: a nuvem que cabe numa tarde — e a que não tem região no Brasil. 2 cap.
  1. 38
    Conhecendo a DigitalOceanUma nuvem que cabe numa tarde: preços mensais redondos, um painel que se entende sem manual, a transferência de dados incluída na máquina — e um mapa de regiões em que o ponto mais perto de Campina Grande fica em Nova York.
  2. 39
    O piloto na DigitalOceanO Arraiá descrito num arquivo YAML de cinquenta linhas, no ar em nove horas de trabalho, pela metade do preço — e o teste de carga que mostrou, em milissegundos, por que a distância até Nova York não se resolve com dinheiro.
parte 10 A escolha e a noite de aberturaComparar sem paixão, decidir, migrar, testar a carga de cento e cinquenta mil pessoas — e a sexta-feira, 4 de junho de 2027. 6 cap.
  1. 40
    Comparar sem paixãoQuatro linhas de planilha, cinco pessoas com preferências, uma folha de critérios com pesos escritos antes de olhar o resultado — e a decisão que a Rosália anexou ao processo da prefeitura numa sexta-feira à tarde.
  2. 41
    Multicloud e portabilidadeTrês nuvens na decisão de sexta-feira, a tentação de rodar o aplicativo em duas ao mesmo tempo 'para garantir', a conta de quanto isso custaria — e a diferença entre poder sair de um provedor e estar em dois.
  3. 42
    MigrarSeis jeitos de levar um sistema para a nuvem, um banco que precisa atravessar o país sem perder um pedido, um sábado às seis da manhã com uma janela de duas horas — e o rack em João Pessoa desligado depois de onze anos.
  4. 43
    Preparar para o picoCento e cinquenta mil usuários simulados vindos de três continentes, uma cota de processadores que ia derrubar a festa antes de qualquer servidor, um mínimo de instâncias marcado para as seis da tarde das sextas — e um ensaio de falha com cronômetro, cinco dias antes da abertura.
  5. 44
    Quando dá errado na nuvemPermissão negada sem motivo aparente, um serviço que não sobe porque escuta na porta errada, um certificado preso em 'provisionando' há duas horas, uma fatura que dobrou numa madrugada — e o catálogo que a Tainá montou com tudo o que tinha dado errado desde janeiro.
  6. 45
    Sexta, 4 de junhoSeis da tarde: duzentas e cinquenta instâncias quentes. Oito da noite: a subida. Oito e catorze: nada acontece. Nove e sete: um problema que não estava na folha — e a resposta, por fim, à pergunta que o Seu Genival fez desde janeiro.
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Fundamentos de nuvem, com AWS, Google Cloud, Azure e DigitalOcean. O projeto começa a rodar no primeiro capítulo — e não para mais.

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